49ª MICSP: Mostra exibirá novos filmes de Richard Linklater e Radu Jude
Cineasta americano conhecido pela trilogia do “Antes” e por “Boyhood” tem dois trabalhos que serão apresentados nessa edição: “Blue moon” e “Nouvelle vague“
As comédias satíricas “Dracula” e “Kontinental ’25”, realizadas pelo diretor romeno Radu Jude, também integram a programação do evento
A 49ª MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA EM SÃO PAULO, evento que novamente terá a cobertura do Nosso Cinema, expande sua seleção ao incluir os lançamentos de dois cineastas contemporâneos essenciais, reafirmando sua posição como um espaço de convergência para diversas cinematografias e perspectivas artísticas.
O evento tem a satisfação de exibir “Nouvelle Vague” e “Blue moon“, os dois projetos mais recentes do norte-americano Richard Linklater, um nome emblemático do cinema independente.
Linklater constrói sua carreira alternando entre produções de caráter pessoal, como a trilogia formada por “Antes do amanhecer” (1995), “Antes do pôr do sol” (2004, 28ª Mostra) e “Antes da meia-noite” (2013) e “Boyhood – da infância à juventude“, e títulos de amplo alcance comercial, como “Escola de rock” (2003). Em “Nouvelle Vague“, que passou pelos festivais de Cannes e San Sebastián, ele presta tributo a Jean-Luc Godard e à nouvelle vague (“nova onda”) francesa, reconstituindo as filmagens do clássico “Acossado” (1960) com o mesmo espírito inovador que transformou a sétima arte. A obra chegará ao público brasileiro através da Mares Filmes em associação com a Alpha Filmes.
Em “Blue moon“, Linklater volta seu olhar para personagens em conflito interior, traçando um perfil do compositor Lorenz Hart (Ethan Hawke), da famosa dupla Rodgers e Hart, durante uma noite decisiva em 1943. O período é caracterizado pelo contraste entre o sucesso de Richard Rodgers (Andrew Scott) e a crise pessoal de seu antigo colaborador. Pela atuação, Scott recebeu o prêmio de melhor ator coadjuvante no Festival de Berlim. A Sony ficará encarregada da distribuição do filme no país.
A programação ainda traz “Dracula”, do romeno Radu Jude, tido como um dos realizadores mais provocantes do cenário europeu atual. Com uma filmografia que combina ousadia formal e análise sociopolítica, ele acumula láureas em importantes eventos internacionais, como o Urso de Ouro de Berlim por “Má sorte no sexo ou pornô acidental“ (2021, 45ª Mostra) e o prêmio especial do júri do Festival de Locarno por “Não espere muito do fim do mundo“ (2023, 47ª Mostra), ambos com crítica durante a cobertura do NC nas respectivas edições da MICSP.
No longa, que teve sua première em Locarno com produção da RT Features e da Saga Film, o diretor ressignifica a lenda do Drácula por meio de uma montagem radical, fundindo elementos de caça a vampiros, zumbis, ficção científica e narrativas kitsch criadas por inteligência artificial. Ao fundir diferentes gêneros e formas de expressão, Jude utiliza uma das figuras mais populares do imaginário ocidental como uma lente para examinar questões políticas, culturais e a trajetória da própria linguagem cinematográfica.
A outra contribuição do diretor na Mostra, “Kontinental ’25“, uma coprodução também da RT e da Saga, foi agraciada com o Urso de Prata de melhor roteiro no Festival de Berlim. O enredo segue Orsolya, uma oficial de justiça da cidade de Cluj, na Transilvânia, que tem a missão de despejar um homem em situação de rua. A trama toma um novo rumo quando um evento imprevisto gera um conflito de consciência que guia a narrativa.
Para mais informações sobre a 49ª MICSP, acesse o site oficial clicando aqui. Acompanhe a nossa cobertura, com críticas dos filmes e matérias sobre o evento, antes do seu início (em 16 de outubro) e até mesmo depois do seu encerramento (em 30 de outubro).

