50ª MICSP: Mostra confirma a exibição de filmes do Festival de Cannes
A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, programada para iniciar no dia 15 de outubro deste ano, ainda não divulgou a lista de filmes selecionados. O evento, porém, já confirmou que exibirá alguns dos filmes que fizeram sucesso no Festival de Cannes, como MINOTAUR, THE SAMURAI AND THE PRISIONER, EVERYTIME e REHEARSALS FOR A REVOLUTION.
Os principais destaques do Festival de Cannes confirmados na 50ª edição da Mostra são:
- MINOTAUR, ganhador do Grande Prêmio do Júri em Cannes, tem direção do russo exilado na França Andrey Zvyagintsev. Filmografia do diretor: “O retorno“, de 2003, vencedor do Leão de Ouro em Veneza e apresentado na 27ª Mostra; “Elena“, de 2011, ganhador do prêmio especial do júri na seção Um Certo Olhar em Cannes e exibido na 35ª Mostra; “Leviatã“, de 2014, que venceu o prêmio de melhor roteiro no Festival de Cannes e o prêmio da crítica na 38ª Mostra; e “Sem amor“, de 2017, prêmio do júri do Festival de Cannes e exibido na 41ª Mostra. Sinopse do longa: Rússia, 2022. Quando Gleb, um bem-sucedido diretor executivo, se vê encurralado por crescentes pressões corporativas e por um mundo cada vez mais instável, o colapso de sua vida milimetricamente organizada caminha de forma imparável rumo à violência.
- THE SAMURAI AND THE PRISIONER, exibido na seção Première do Festival de Cannes e dirigido pelo japonês Kiyoshi Kurosawa. Filmografia do diretor: “Cure” (1997), “Pulse” (2001), “Futuro brilhante” (2003), “Crimes obscuros” (2006), “Sonata de Tóquio” (2008, 32ª Mostra), vencedor do Prêmio do Júri na seção Um Certo Olhar do Festival de Cannes, “Para o outro lado” (2015, 39ª Mostra), vencedor do prêmio de melhor direção também na seção Um Certo Olhar de Cannes, “O segredo da câmara escura” (2016, 40ª Mostra), “Antes que tudo desapareça” (2017), e “A mulher de um espião” (2020), pelo qual recebeu o prêmio de melhor direção em Veneza, entre outros. Sinopse do longa: quando o lorde Murashige Araki se insurge contra o tirânico Nobunaga Oda, ele se vê sitiado dentro das muralhas de seu próprio castelo. Isolado, ele se depara com uma série de crimes misteriosos que desestabilizam a delicada ordem de sua corte, mergulhando a fortaleza no medo e na desconfiança. Com o exército de Oda se aproximando e um traidor escondido em suas fileiras, Murashige é forçado a formar uma aliança improvável com Kanbei Kuroda, um estrategista brilhante, porém perigoso, mantido prisioneiro na fortificação. Com a ajuda de sua esposa, Chiyoho, e de seus generais mais leais, Murashige precisa descobrir a verdade antes que o castelo seja invadido.
- EVERYTIME, vencedor da mostra Um Certo Olhar em Cannes e dirigido pela austríaca Sandra Wollner. Filmografia da diretora: seu filme de conclusão de curso, “The trouble with being born” (2020), exibido na 44ª Mostra, teve sua estreia mundial na 70ª Berlinale, na seção Encounters, e recebeu o Prêmio Especial do Júri, além do Prêmio do Cinema Austríaco de Melhor Diretora e Melhor Longa-Metragem, e do Prêmio da Crítica Cinematográfica Alemã nas categorias Melhor Longa-Metragem e Melhor Fotografia. Sinopse do longa: na noite anterior à viagem de férias da mãe Ella e suas duas filhas, a mais velha, Jessie, sai escondida para uma festa com seu namorado Lux. O casal sobe um prédio para ver o nascer do sol, e Lux, adormecendo, não vê que Jessie anda até a beirada do prédio. Ela cai, morrendo na hora. Um ano depois, Ella e Melli, a filha mais nova, vivem agarradas a uma rotina frágil. Quando Lux reaparece na vida delas, Ella não consegue admitir que no fundo ela o culpa pela morte de Jessie, e ele não consegue admitir o quanto precisa que Ella o perdoe. Tomada por um impulso estranho, Ella leva Lux e Melli para Tenerife, a viagem de férias que nunca aconteceu. Sob o brilho do sol, o passado e o presente começam silenciosamente a se sobrepor. Com Carla Hüttermann, Tristan López e Lotte Keiling.
- REHEARSALS FOR A REVOLUTION, filme que levou o prêmio Olho de Ouro de melhor documentário e foi apresentado nas Sessões Especiais em Cannes, dirigido pela cineasta iraniana exilada no Reino Unido Pegah Ahangarani. Filmografia da diretora: Pegah Ahangarani é uma cineasta e atriz iraniana premiada. Ela iniciou sua carreira de atriz aos sete anos no filme “The singer cat“, de Kambuzia Partovi (1991). Após seu primeiro papel de protagonista em “The girl in the sneakers“, de Rasoul Sadrameli (1999), ela atuou em mais de 40 filmes. Paralelamente à atuação, ela expandiu seu trabalho para o cinema documental. Seus curtas-metragens documentais “I am trying to remember” (2021), “My father” (2023) e “As I lay dying” (2025) foram selecionados para importantes festivais internacionais — incluindo Hot Docs, Busan, IDA Documentary Awards e Melbourne, entre outros — e conquistaram prêmios em festivais como Dokufest, Busan, IDFA e Short Focus London Film Festival. Ahangarani também dirigiu dois documentários para a televisão: “Child soldier” (BBC World, 2024) e “Taraneh” (BBC World, 2025). “Rehearsals for a revolution” é seu primeiro longa-metragem documental. Sinopse do longa: Por meio de cinco retratos de familiares e mentores — cinco expressões de resistência —, Pegah Ahangarani delineia a história de sua vida. Valendo-se de arquivos pessoais, vídeos caseiros, imagens de protestos de rua, jornais e registros de voz, ela refaz mais de 40 anos da história do Irã. Do início de 1979 até a guerra deflagrada em 2026, ela entrelaça memórias íntimas e coletivas, compondo o retrato de um país moldado pela repressão política e que nutre a esperança constante de uma revolução.
- CLARISSA, exibido na Quinzena de Cineastas, de Cannes, dirigido pelos nigerianos Arie Asiri e Chuko Asiri. Filmografia dos diretores: nascidos em Warri (Nigéria), os irmãos são parceiros criativos que dividem uma profunda paixão pela narrativa cinematográfica. O primeiro longa-metragem da dupla, “Eyimofe” (2020), com roteiro, direção e produção de ambos, estreou no Festival de Berlim e conquistou o Prêmio do Júri de Melhor Filme de Ficção na 44ª Mostra. “Clarissa” é o segundo longa da dupla. Sinopse do longa: Em Lagos, na Nigéria, a socialite Clarissa organiza uma recepção em sua casa e acaba surpreendida pelo reencontro com antigos amigos de sua juventude. Ao longo da noite, o grupo mergulha nesse passado em comum, enquanto as memórias de suas complexas relações, de paixões arrebatadoras, de desejos reprimidos e de sonhos perdidos vêm à tona e abrem espaço para um acerto de contas. Com Ayo Edebiri, David Oyelowo e India Amarteifio.
- TIGRE DE PAPEL, exibido em competição, dirigido por James Gray. É o filme de abertura da 50ª Mostra. Filmografia do diretor: estreou na direção em 1994 com “Little Odessa“, que recebeu o Leão de Prata no Festival de Veneza. Depois dirigiu “Caminho sem volta” (2000), “Os donos da noite” (2007), “Amantes” (2008), “Era uma vez em Nova York” (2013) e “Armageddon time” (2022, 46ª Mostra), todos presentes na competição principal de Cannes. Ele também realizou “Z: a cidade perdida” (2016) e “Ad Astra: rumo às estrelas” (2019). Sinopse do longa: O filme acompanha a história de dois irmãos em busca do sonho americano. Enquanto o engenheiro Irwin Pearl construiu uma família com Hester, Gary seguiu carreira na polícia. Quando Gary apresenta ao irmão uma oportunidade de negócio boa demais para ser verdade, os dois se envolvem com o perigoso mundo da máfia russa, e os laços familiares começam a se romper, com consequências que mudam suas vidas para sempre. Com Adam Driver, Scarlett Johansson e Miles Teller.
- A TERRA DO MEU PAI, vencedor do prêmio de direção em Cannes, direção assinada por Pawel Pawlikowski. Filmografia do diretor: no fim dos anos 1980, Pawlikowski deixou a TV britânica, onde fazia documentários, para realizar seu primeiro longa-metragem, “Last resort“, em 2000. Também é diretor de títulos como “Meu amor de verão” (2004, 29ª Mostra), “Estranha obsessão” (2011), “Ida” (2013), vencedor do Oscar de melhor filme em língua estrangeira, e “Guerra Fria” (2018, 42ª Mostra), vencedor do prêmio de melhor direção no Festival de Cannes. Sinopse do longa: No verão de 1949, no ápice da Guerra Fria, o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura Thomas Mann e sua filha Erika embarcam em uma emocionante road trip a bordo de um Buick preto pelas ruínas da Alemanha, partindo de Frankfurt sob domínio estadunidense até a Weimar sob controle soviético. De volta ao lar após 16 anos de exílio nos EUA, o escritor é forçado a confrontar não apenas os destroços de uma nação dividida, mas também as feridas irremediáveis de sua própria família. Com Hanns Zischler e Sandra Hüller.
- ALL OF A SUDDEN, ganhador do prêmio de melhor atriz para Virginie Efira e Tao Okamoto, e dirigido por Ryusuke Hamaguchi. Filmografia do diretor: trabalhou na indústria cinematográfica por alguns anos antes de entrar no programa de graduação em cinema da Universidade de Artes de Tóquio; seu filme de conclusão de curso, “Passion” (2008), foi exibido no Festival de San Sebastián. Realizou, entre outros, os longas-metragens “Happy hour” (2015), que recebeu uma menção especial no Festival de Locarno, “Asako I & II” (2018), Roda do Destino (2021, 45ª Mostra), vencedor do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, e “Drive my car” (2021), vencedor do prêmio de melhor roteiro no Festival de Cannes e do Oscar de melhor filme estrangeiro. Sinopse do longa: Diretora de uma instituição de longa permanência para idosos, Marie-Lou empenha-se em implementar uma filosofia de cuidado inovadora, baseada na escuta e no respeito à dignidade dos residentes, apesar da resistência de parte de sua equipe. O encontro com Mari, uma diretora de teatro japonesa que luta contra o câncer, transformará profundamente sua trajetória. Ao estabelecerem uma amizade profunda e solidária, as duas mulheres unem forças em uma luta comum para “tornar possível o impossível”.
Para mais informações sobre a 50ª MICSP, acesse o site oficial clicando aqui. Acompanhe a nossa cobertura, com críticas dos filmes e matérias sobre o evento, antes do seu início (em 15 de outubro) e até mesmo depois do seu encerramento (em 29 de outubro).

